domingo, 18 de outubro de 2015

Um sonho dentro de um sonho


All that we see or seem
Is but a dream
Within a dream.

De repente, estás lá e sabes que estás. É o que é. Podes mover-te, libertar-se, seres o que quiseres, voar num corredor escuro e ver cenários diferentes dentro de cada janela daquele corredor, cada janela é um outro sonho, manipulável, maleável, tão tangível, tão irreal de tão real que é. 

Podes sonhar dentro do sonho. Sonhar, sempre.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Changes

E haviam estas pequenas



Para as quais queria uns pés destes... (que o Sénior Cunha tinha)


Mas em troca recebi isto



E ficámos assim :)




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We do enjoy it quite a lot!


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Tame Impala

Sou uma late-adopter, de praticamente tudo (música, tecnologias, sites e redes sociais...). Isto significa que raramente adiro às modas, só adoptando grande parte das coisas depois do "hype" passar! 

Isto passou-se com Tame Impala. Ouvi-os no Super Bock Super Rock no verão passado, mas ainda não tinha aderido ao hype nessa noite, por isso não aproveitei o concerto como devia ser. Mas fiquei com o aquele bichinho atrás da orelha. Lembro-me de comentar com ele: "isto é muito bom!". Lembramo-nos os dois, perfeitamente, desse momento.

Passadas umas semanas, era ver-me a ouvir o álbum Lonerism em repeat.

E arrependida por não ter aproveitado o concerto quando tive oportunidade!

Lonerism é o meu primeiro vinil, oferecido por ele! Foi dos melhores presentes que alguma vez recebi!



O novo álbum deles é apelativo (ainda não tive oportunidade de ouvir todo com mais atenção, por isso ainda não posso tecer mais comentários acerca), ainda assim, para mim nada bate o Lonerism. É um dos meus álbuns favoritos, com especial destaque para:


É que eu nem tenho palavras para descrever o quanto eu AMO esta onda psicadélica. Transporta-me para outra dimensão, literalmente... como se ficasse num estado de êxtase.

Foi com enorme pena que não pude ir ao Festival Paredes de Coura, onde actuaram na noite de ontem, mas com a melhor companhia possível, pude ouvir a transmissão do concerto em directo através da Vodafone.fm e gravar parte do concerto em bobine.

Diga-se que todo este processo "hipster" e hiper-raro nos dias de hoje (gravar em fita nos dias de hoje? E com um gravador de bobines? Parvoíce...). Mas foi mesmo assim e gravou-se o stream da Vodafone FM...

Aqui ficam duas pequenas amostras:

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(como amo serões assim... :) )




domingo, 26 de julho de 2015

As dores da minha existência #2

Tudo é em vão, e nada é em vão.

Já por dois momentos (determinantes) na minha vida me disseram que não sou uma pessoa kármica. Que sou livre de rancores, raivas, ressentimentos. Que tenho uma alma jovem e que pouco sofreu. Apesar de algumas revoltas que em mim residem, mas que não me tiram o sono.

Mas não sou livre de dores e questionamentos. Escrevo sobre a existência para fazer algum sentido dela porque no fundo sei que assa mesma existência é uma coisa vã.

Mas não o é.

O facto de ser e não o ser ao mesmo tempo é a minha grande dor de existência.

Mas é uma dor tranquila, uma dor pacífica, uma dor que, também ela, não o é. Pois já aceitei a frivolidade da dor, da existência, do ser, de mim, do mundo e de tudo. E de nada.




terça-feira, 14 de julho de 2015

Repeat


Pancas Musicais #1

Esta não é a minha canção preferida dos New Order (vá, Joy Divison para os puristas), ou a canção da minha vida.


É A canção da qual eu tenho mais versões ao vivo. E tivesse eu mais e mais versões, julgo que esta continuaria a ser a melhor (desconte-se a qualidade merdosa do Youtube, que vale o que vale).





quinta-feira, 2 de julho de 2015

domingo, 28 de junho de 2015

As dores da minha existência #1

A unicidade da existência é uma falácia sem início nem fim.

Sem início porque nada tem um fim para se iniciar de novo. Os ciclos que começam e acabam, são só ciclos que se repetem em si mesmos, dizemos que começam e acabam para não dizer que o ponto inicial e o ponto final, na realidade, apenas se emergem um no outro.

Tal como as vivências; acreditamos que cada uma é diferente, distinta, única -  mas todas as vivências são diferentes, distintas e únicas, pelo que nenhuma o é, verdadeiramente.

E como seria, se fosse? Como seria se um de nós, e apenas um - de outro modo deixaria de satisfazer o propósito deste cenário hipotético - fosse tão distinto de todos os outros, que nem mesmo a sua distintividade o tornasse apenas em mais um, igual e repetido, como todos os restantes da sua espécie?

Seria uma bênção? Seria um fardo?

Seria tão doloroso ser-se diferente como o é ser-se igual?


 Sejamos diferentes, sejamos inovadores, queiramos ser intensamente como nunca ninguém foi ou alguma vez será. Mas tenhamos sempre presente que nada disso é real... que todas as existências são insignificantes em si mesmas. E por isso são todas diferentes. E por isso são todas iguais.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Do para sempre de todos os dias

Quero a vida sempre assim... com você perto de mim.


A viver os dias do agora que é o para sempre, todos os dias um bocadinho mais infinito.







segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sensation-seeking - em (constante) busca por sensações fortes

Sensation-seeking. Constantly yearning to be stimulated; sometimes I can't tell reality from that state of mine in which every little thing is amplified.

The world is not what we see, is what we feel, when we feel it, how we feel it. The world is not what it is for itself; nothing but our own perceptions of it at a given time.

This is the importance of sensing.







quarta-feira, 10 de junho de 2015

A new error - when the different becomes the normal.




O mais íntimo que há em mim um dia focou-se demasiado na normalidade e na sua origem epistemológica, conceptual, abstracta. A preocupação, durante muitos anos, foi a de definir o que era normal (aqui) e daí ser diferente, era fugir de tudo o que o fosse.

Muito descortinei desde então e, hoje, posso afirmar que o mais íntimo que há em mim (já) nada se preocupa com a definição de normalidade. Agora estou-me nas tintas para isso. O meu desafio agora é entender a linha ténue entre o que é normal e o que não o é. No fundo, ser diferente é tido como não sendo normal; é único porque foge ao padrão. No entanto, por esse prisma, não ser normal torna-se no novo normal.

Fugir a um padrão, no fim das contas, acaba por criar um novo padrão. Com infinitas unicidades que elas só, por si mesmas, constituem uma pluralidade. Uma pluralidade de coisas únicas, que acabam por se repetir. 

Somos todos diferentes e, por isso mesmo, somos todos iguais. 

Perante tal cenário, colocam-se duas opções: a indignação e a aceitação. Uma delas oferece resistência, inconformidade, revolta, um desejo incontrolável de mudar o que dizem que nunca irá mudar, "yes we can", "the ones who believe they can change the world are the ones who do"; outra, por outro lado, oferece conformismo, indiferença, resignação, mas, ao mesmo tempo, plenitude e  liberdade para se ser quem é, e viver o que tem para se viver até um dia tudo acabar, sem pretensões ou expectativas - o sentido mais puro do estoicismo.

A grande questão não é escolher; a questão é que podemos adoptar ambas, intercalada e simultaneamente.





sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pérolas

E depois há estas... as que se julgam perdidas e que, sem que nada o faça prever, (re)aparecem, renascem e resplandecem.


Porque as certezas - que não o são - são o que nos fazem querer continuar a saborear a vida...






segunda-feira, 1 de junho de 2015

O sol dividido

Um sol quebrado. Partido ao meio. Rasgado como se de papel se tratasse, rasgado com uma leveza e uma naturalidade inerentes a quem é consistente na sua inconsistência. Um sol dividido em metades. Metades que se completam, complementam e simultaneamente se auto-destroem; tão mutuamente exclusivas quanto as faces de uma mesma moeda. Separados, mas em conjunto.

Versatilidade. Corre atrás de si mesma numa busca que é constante, mas que na sua essência acaba por ser falsa; o desejo de se auto-descobrir sobrepõe-se à realidade de que está tudo mais do que a descoberto. Que é uma versatilidade de ser tudo e de não ser nada. E balanceia de um lado para o outro, com a mesma subtileza com que houveram sido criados os dois pólos extremos entre os quais se balanceia. Entre o congruente e o incongruente, o sensato e o nonsense, a terra e o ar, a estabilidade e a liberdade.

Quer e não quer ao mesmo tempo, é e não é, sente e não sente, é tão absurdo este vai e vem de seres, de sentires, esta instabilidade tão permanente de uma inquietude que já se habituou a si própria.

E assim, de dia para dia, a existência torna-se num absurdo absoluto; tem consciência de si mesma, busca-se a si mesma, encontra-se todos os dias de forma diferente. Porque tudo é possível,  principalmente a volatilidade quase irreal ou inimaginável das almas. É confusa e, por isso mesmo, é plena. 



sexta-feira, 22 de maio de 2015

O meu legado musical.



A ciência diz que o nosso gosto musical não nasce connosco, sendo construído com base em experiências.

Experiências variadas, mas nomeadamente aquela que adquirimos em casa, de pequenos.

Os nossos pais ouvem música? Que música? Estimulam o ensino de música? Estimulam, sobretudo, a sensibilidade para a música?

Desde (bem) pequena me lembro de ouvir este álbum, de fio a pavio, alto e bom som! Eu esperneava, dizia que não gostava, que o meu pai era chato... Mas na realidade era só para ser teimosa e do contra...

Eventualmente, o meu pai pôs-me a ter aulas de piano, canto e formação musical. Andei uns 2 anos e depois abandonei, mais uma vez, por ser do contra e por teimosia, e por ser preguiçosa! Mas sobretudo porque uma vez que cantei em público correu tão, tão mal, que jurei para nunca mais e desisti. Fiquei traumatizada. Hoje arrependo-me disso...olhando para trás foi uma grande, grande oportunidade. Ok, não me tornei numa artista, mas acho, aliás, tenho a certeza, de que ganhei uma outra sensibilidade para a música que de outra forma não teria ganho.

Lembro-me tão bem, das aulas de formação musical. Aprendíamos a ler pautas, mas dessa parte pouco ficou; as partes que me maravilhavam mais eram mesmo aquelas em que o professor nos dizia "agora fechem os olhos; oiçam isto e, depois, escrevam tudo o que vos vier à cabeça". Exercício que ainda hoje faço, não por obrigação, mas por prazer; nem sempre por escrito, mas, no mínimo, em pensamento. E que sensação maravilhosa! 

Mas voltando ao legado musical que o meu pai me providenciou, e em relação a este álbum: esperneava e fechava-me no quarto a queixar-me que "estava muito alto" mas, por dentro, vibrava.

Este álbum marcou-me assim de uma forma que hoje me transporta ao passado.

E o meu pai merece um agradecimento especial aqui neste blog!

Pink Floyd - e a forma corporal como ele expressava (e ainda expressa) a sua adoração por este álbum, tão intensa e que desde logo me maravilhou - foi apenas um "salto" para tudo o resto que hoje conheço e que considero muito bom. 

Mas este álbum é apenas o mote principal. Entre muitas outras obras clássicas (e de vez em quando ABBA para animar...sim, ABBA!), o meu pai transmitiu-me, sobretudo, um bem que não tem preço: a sensibilidade para a música; o discernimento para separar o que tem qualidade do que não tem.
(e sim, apesar dessa treta politicamente correcta dos "gostos não se discutem", para mim há coisas que têm qualidade e outras que não, independentemente dos gostos de cada um, ponto final. Mas isso são conversas para outro dia!).

Não me vou alongar em análises técnicas, pois para além de não ter conhecimentos suficientes para isso, a música para mim é essencialmente sentir, mais do que ouvir; é escutar com a alma. E este álbum faz-me sentir, literalmente, grandiosa. Independentemente de labels, etiquetas, categorias géneros, ou o que fazem os instrumentos (nunca liguei muito a isso, aos nomes dos artistas ou aos anos em que foram lançados os álbuns, sou muito desprendida disso), faz-me sentir que é uma obra genial, e isso basta-me.


terça-feira, 19 de maio de 2015

À diferença.

Não me lembro bem ao certo como é que a "coisa" começou. 

Mas começo sempre na memória de alguns momentos esporádicos perdidos na infância: a compra do "Welcome to the Pleasuredome" e a subsequente audição numa Sexta-Feira à noite; a cassete gravada com o duplo Best Of dos Creedence a ocupar o lado A e grande parte do lado B (e o Billy Idol para fechar! Sim, lembro-me bem dessa cassete que depois perdi numa visita de estudo a Alcobaça uns anos mais tarde). 

E, talvez com uns 8/9 anos, disseste-me algo assim: "Olha, vou ali ao café. Porque é que não gravas algo bom que passe na rádio?"

Hã? Gravar algo bom? Mas eu só conheço as minhas cassetes (que já foram tuas e andavam lá perdidas em casa da avó, que eu tocava naquele gravador portátil manhoso) que têm artistas que eu não sei pronunciar o nome, quanto mais! Algo bom... conheço as tuas! E lá fiquei parado, sentado no sofá a olhar para os vuímetros digitais do gravador. 

E as cassetes que foram sendo gravadas e me iam sendo entregues... Havia de tudo... (quase) tudo o que não era comercial! E quando era, era porque era bom! A ideia sempre foi esta: "ouve isto que vais gostar". A verdade é que nunca me interessaram as modas musicais ou os artistas da moda. A verdade é que tinha um espólio muito mais valioso para conhecer...

... Como, por exemplo, aquele dia em que fui contigo à Rua Direita e compraste algo intitulado "Led Zeppelin III". E eu, sentado ao teu lado no sofá, sem perceber muito bem a satisfação que tu transmitias a ouvir a "Since I've Been Loving You". Depois percebi. O costume, na maioria dos casos!
 
E no verão de 97 o acesso ao Philips (o teu gravador de bobines!). Um ano mais tarde, numa noite de Verão, fui contigo ao Amoreiras buscar o Pioneer (o teu gira-discos!). A proliferação de coisas novas, de ter aquele receio extremo de riscar sem querer um dos teus vinis (e que continuo a ter!), mas, sobretudo, de fazer ligar a música que não conhecia às capas que me fartei de ver e ler.

As memórias. Quando me mostraste o "Harvest" e me contaste as tuas histórias da Figueira da Foz, ou quando me ofereceste pelos meus 17 anos o "Por Este Rio Acima".

Ou no dia 28 de Maio de 1998, quando te comprei o "Best of" dos Waterboys, sabendo que irias ficar contente, pois não tinhas nenhum álbum deles.

Ou quando, depois de muitos anos à procura, porque tu os mencionavas com tanto entusiasmo, encontrei o álbum do "Primitive Painters" dos Felt e corri a comprá-lo para ti.

... E vou trazendo um ou outro vinil de cada vez que nos vemos.

Porque continua a ser um grande prazer e porque continua a ser a melhor prenda que tu, ainda hoje, me ofereces. Obrigado a ti, Luis Cunha, meu pai.



domingo, 12 de abril de 2015

Estranheza

Estranheza é grandeza. 

 Pois a estranheza é a porta para outros pensamentos. 

 É estranho tudo aquilo que não pertence a nada. 

 As cores brilham, o tempo pára, e entorpecemos. 

 E que pertence a tudo, a todos nós, ao mesmo tempo. 

 Sinto os poros, as ideias que trazem, a génese do oculto. 

 Pois tudo quanto é estranho, inerente à existência é. 

 O degelo do sentimento. O ser.

C & J


segunda-feira, 6 de abril de 2015

06042015



Poema VI

Nos recônditos da minha sensata lucidez
Encontro picos excêntricos, excentricamente
Loucos.

Nesta realidade que me prende, que me puxa,
Que me veste, que me insiste,
Revisto-me de liberdade, de abundância,
De luz.

Na amplitude da consciência,
Na totalidade do ser que compreende,
Dobro esquinas de brilho,
Percorro estradas de extravagância,
Mergulho em mares de vento solto
Até doer.

Nesta alma matematicamente morta,
Estupidamente viva,
Até doer choro, até doer encontro o choro
Que me faz, apenas, ser.



in Uma Janela Aberta, minha autoria


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Uncertainties

Ser livre sem ter liberdade.

Seremos, talvez, livres no pensamento e na alma, mas nunca o seremos na dimensão física e real.


A liberdade é um paradoxo: uma realidade exequível e simultaneamente uma utopia.


É uma ilusão, uma falácia, mas é um direito fundamental e adquirido.

Felizes daqueles que pensam ser livres.

Sermos totalmente livres implicaria podermos fazer (apenas) aquilo que nos dá prazer, vivendo constantemente sob a máxima de evitar todo o tipo de dor e procurar todo o tipo de prazer.

No entanto, não deixa de ser uma realidade utópica: há sempre factores externos que nos impedem de tal.

Um exemplo clássico disso é a "indústria" (que não o deveria ser) da música hoje em dia.

Há pessoas para quem a música é arte.

Há pessoas para quem a música é um produto de consumo.

Uma pessoa que quer fazer música por prazer, e pela arte, e pelo talento que tem, acaba por ter de fazer da sua música um produto de consumo, para poder fazer daquilo a sua vida. 

No fundo, tem de sacrificar a sua própria liberdade (criativa, neste caso, em tantos outros casos liberdades de outros géneros e feitios), para poder viver, a vida, essa, que deve ser o mais livre possível. Curioso, que para podermos libertar o nosso espírito, tenhamos de sacrificar o espírito livre.

Essa pessoa é livre, sim. De criar aquilo que lhe apetece, no sentido mais lato da palavra criação
Mas tem liberdade? Não.

Nunca temos liberdade, apesar de sermos livres para, simplesmente, o querer ser.

C

A música como arte e a música como produto...

O idealismo por detrás desta dualidade é o tão simples afirmar de um gosto ou crença musical que difere de pessoa para pessoa.

E há-os para todos os géneros e feitios. Às etnias e às massas, aos alternativos e aos auto-intitulados ecléticos, e aos que se julgam. Para uns o Tony Carreira e a Ana Malhoa, para outros o Schubert e para os demais porque há um espaço e canto para todos.

Mas... mistura-se o sentimento... aquilo que uma determinada canção diz, o momento que a acompanha, e o mundo inteiro podia dizer-nos o contrário.

E a canção continuava a ser aquela canção. E perdem-se os segundos em que se fecham os olhos e abalroados pelo imaginário sónico que nos assola...

Esta, para mim, será o produto da arte.

J


terça-feira, 24 de março de 2015

(Still) just the beginning

Agarradinhos, já numa madrugada longa:

"E agora…? Como é que te vou apresentar aos meus amigos?" - dizia ela, como quem quer puxar o assunto, mas sem se comprometer.
"Não sei, diz-me tu o que achas" - respondi eu, pois também não ia facilitar
"Eu fiz a pergunta primeiro!" - disse ela, no seu já habitual modo de fugir a perguntas indiscretas…

(passa-se perto de 1 hora, em que se dá a volta ao mundo, se discute a génesis, o porquê de Skip lavar mais branco e outros tantos assuntos inócuos)

"Vá, podes dizer que sou teu namorado, pronto!" - a querer chegar aonde ambos queríamos chegar, mas sendo do contra, sem querer fazer o pedido - que intimamente já estava mais que feito - para não dar o braço a torcer
Ela  anuiu e adormecemos, sabendo que na manhã seguinte já não seria ele e ela, mas sim nós.

Desse dia em diante...

"future keeps coming"




quinta-feira, 12 de março de 2015

12032015


 Todos os dias sei que sei um pouco mais do que sabia ontem.

Numa incrível experiência de sentir todos os dias como se fossem uma nova página, deliciada com o que ainda tenho para aprender. E sobretudo reaprender. Porque as coisas se repetem sempre em si mesmas.

Because the world is round it turns me on 
Because the world is round




Todos os dias sei um pouco mais do que sabia ontem.
Todos os dias te amo um pouco mais do que amava ontem.


quarta-feira, 11 de março de 2015

Contracorrente

E porque já há muito que algo não me prendia assim...

A genialidade que aqui corria (apenas com 20 anos)... e a Voz!





E sorri-se! :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Present Past. // O presente é o passado do futuro.

Que mais é o dia de hoje, senão o passado de um presente futuro?

What else is this day, besides the past of a future present?




  Arrivals are also departures.
Present is past and past is future.
Looking into the stars is looking into the past.


terça-feira, 3 de março de 2015

Contrasting III

O apreciar da vida passa por apreciar os contrastes que a si são intrínsecos. 


Nascimento. Morte. Frio. Quente. Calmo. Turbulento.


   

 Rápido. Devagar. Novo. Velho. Wonderland. Reality.


 

Hoje deu-me para isto.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Para sempre?

Acho que nasci para amar. Para mim, o amor é tudo. É das coisas mais valiosas que pode haver. É das coisas que me faz sentir melhor na vida, que me dá sentido à vida. Estar apaixonada, amar alguém, fazer tudo para ver outro alguém feliz, ficar feliz por vê-lo feliz. (sempre, desde que me lembro, que tenho esta veia de romântica incurável, e não tenho vergonha de o dizer... porque teria?).

Antigamente (pelo que oiço dizer), era mau ser solteiro, era mal visto, eram os "encalhados", e o casamento era o símbolo máximo de felicidade e de ser inserido na sociedade. Hoje em dia, acho que é um pouco o contrário. Somos todos contra o casamento e estar-se numa relação é quase sinónimo de falta de liberdade. "ser solteiro é que é bom, não tenho de dar satisfações a ninguém". Acho que a virtude está no meio termo, para variar. Cada um vive como quer e acabou! (nunca percebi essa "luta" entre ser solteiro vs. comprometido........que parvoíce)

Para mim, o estar-se numa relação é precisamente o contrário. É pura liberdade. Se a relação for a correcta, isto é. Nesses casos, sim, é liberdade. Pois em raros casos conseguimos ser tão livres como o somos quando alguém nos aceita plenamente, como somos, nos piores e nos melhores momentos. E vice-versa. Estou comprometida, com orgulho, e com o mesmo orgulho o digo: sou a pessoa mais livre do mundo.

Já estive apaixonada e achei que ia ser "para sempre", várias vezes. Mas nunca deixei que o fim dessas várias vezes significasse para mim o fecho de portas ao amor. Nunca! Eu nasci para me entregar. Eu adoro a sensação de estar com alguém, de estar comprometida. E isto hoje em dia é mal visto. (porquê???). Para mim, é maravilhoso!

De todas as vezes me entrego a 100%. E nunca me arrependi de o fazer. Com o tempo, percebi que o para sempre é o agora, literalmente. Pode ser o para sempre até à morte ou o para sempre até um dia não dar. 

E aí é que reside a delícia da coisa, na minha opinião. É a incerteza. E como é deliciosa essa incerteza!

É uma incerteza que nos faz lutar até ao fim. O facto de não tomar as coisas e as pessoas por garantidas é uma forma de lutar por mantê-las. (e não ficarmos aborrecidos com elas, senão perderia toda a piada).

É um pouco como a vida em si. Um dia sabemos que vamos morrer, mas tentamos (ou alguns de nós tenta...) ter um estilo de vida minimamente saudável e olhar para os dois lados da rua antes de atravessar, a ver se conseguimos chegar aos 90 anos. Até podemos estar tranquilamente a comer uma maçã e morrermos sufocados (como uma vez quase me aconteceu, a sério, sim, eu ia morrendo sufocada porque me engasguei a comer uma maçã, vejam bem a ironia da coisa). No fim das contas, nunca sabemos se este momento é o nosso último, mas até ser o último, é o para sempre.
O mesmo acontece com as relações.

Os últimos 11 meses para mim foram o para sempre, e cada dia daqui para a frente continuará a ser o para sempre.


Podia agora pôr uma música romântica cliché, mas hoje não me deu para isso.

   

No meu para sempre de hoje, he's the one.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Torpores e sonolência

"So Jesus hasn't come in here to pick you up
You'll still be sitting here ten years from now
You're just a sucker but we'll see who gets the last laugh
Who knows, maybe you'll be the next queen of Denmark"





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ideas


Don't tell your secrets
to anyone.

Because ideas are
vulnerable.

As soon as you say your idea out loud
Then, it can go
And live on its own.




..... ideas that left will never come back.




Sei que o que partilho em público deixa de ser exclusivamente meu. Passa a ser um bocadinho de todos os que me lêem. (mesmo que sejam poucos)


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Deviance Disorder

Today I present you some of the work developed by Alex Page the last year.

Each one of us has something that goes off from what's normal. Some may call it a disorder, some may call it simply being human.

This EP, released in 2014, represents precisely the existing bias, in our society, towards its high standards, or what is expected; the acceptance of this fact should, then, bring a greater sense of inner peace.

"O projecto Alex Page foi iniciado em 2013 e a 30 de Setembro de 2014, publicou o seu primeiro EP "Deviance Disorder". O objectivo principal deste trabalho é mostrar o desvio existente na nossa sociedade para com os seus altos padrões e uma aceitação posterior desse facto, que deve trazer uma paz interior.
A música poderá ser categorizada como alternativa e electrónica, com diversas influências"
. (Facebook)



Little Star - An Essay On Society

Little Star, the debut single of the EP "Deviance Disorder", is in my opinion a real avant-garde song. I can not think of anything that could be similar to this (which can be extremely good, as it can be not so good). Plus I love Alex's voice on the backgrounded effect. The video conveys a lot of different little relevant messages for society, integrated into a whole bigger message. I personally love the synthesizers, but this is a personal opinion only, as I really do love all that has to do with electronic wicked sounds. This song's ending really nails it!



Freeze - An Essay On Trust

Starts as an electronic danceable song and then turns out into some naughty mix of sounds, ending up with a beat that doesn't remind me of anything else but Thom Yorke's influence. (which is an extremely good thing!)


 

Lót - An Essay On Self-Acceptance & Self-Love

One of my favourites on this EP, it starts off with that amazing synthesizer that immediately transports me into Goldfrapp world. A surprise from beginning to end, with the constant introduction of new sounds, and oh, how I love that.

Regarding the message it conveys, this one is to me the mostly high representative song of the whole album. By this I mean it's the pure expression of recognizing our disorders, everyone's disorders and non-normalities, "you're going under too", with the inherent acceptance it carries. Acceptance, in its turn, turns into love.

Although the video may come accross as cliche-ish for some, and I do get why one would think that, in my opinion the video is really awesome, representing simultaneously the things that bind us and the need of release from those same things.



   

I'm through with Love - An Essay On Despair

Again, an avant-gard mix between the classical traditional piano and the wicked electronic (this time a bit more subtle) sounds. I kind of like the dramatic scent it has to it, as the notes are talking to you, and the curious ending. The ballad of the EP, it is the song that speaks to me the less, but it's worthy of a good listen. Love the video, it is simple but I do love Marilyn Monroe :)

 

Silva Haze - En Essay On Madness.

Madness is the keyword. Madness, crazyness, mania, delirium, hysteria, insanity, ultimately, disorder. (and I think there's not much more to say!).

This is an album (and project) that speaks directly to my heart, as I've been watching it "being born" and "growing up". I participated on it (one video), I gave my suggestions and opinions, And there's so much more of me in here. I heard the demo versions and now I am proudly spreading the final result.

Above all, this is an EP that transpires rawness, authenticity, some anger, and the ultimate shout that needed to come out.

"What's your disorder?"


Last but not least, I leave you with the new debut from the new Alex Page's album, coming up soon, 

"The Complex".

   

 In my opinion? Melody followed by amazingness.



Alex Page (additional infos):

Facebook: https://www.facebook.com/project.alexpage 

Twitter: http://www.twitter.com/alexpagemusic

BandCamp (free download of EP "Deviance Disorder"): http://alexpage.bandcamp.com/album/deviance-disorder

Members:

Alexandre Matias (voice, synthesizers and production)


Cláudio Pinto (bass, synthesizers and production)

Ricardo Neves (drums)

Marvin Buedtz (production, mixing and mastering).




All of the opinions expressed here are purely personal and my description or opinion on each song  does not follow any specific criteria.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sunday Kind of Love



And my arms need someone
Someone to enfold´
To keep me warm when Mondays and Tuesdays grow cold
Love for all my life
To have
And to hold.
Oh, and I want a Sunday kind of love.



Sempre tive uma veia de romântica incurável.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

the illusion of fresh beginnings

Sempre anseio para que o tempo passe.
Para que o hoje se transforme em amanhã.
Para que este mês se transforme no próximo.
E que esta estação passe, e que venha de lá a que se segue.
Quero limpar o armário e colocar roupas novas mais à mão
Mais frescas, mais quentes, mais frescas, mais quentes.
Anseio sempre por estes novos inícios, frescos e quentes também eles.
Mas estes novos inícios não passam de uma ilusão.
O amanhã é um hoje com uma nova cara, apenas e só.
No fundo, não é nada de novo, pois tudo se repete.
E o hoje que fora outrora o amanhã de um ontem já lá ido
É, afinal, apenas mais um hoje que anseio para que se transforme em amanhã.
E ao olhar para trás e me rejubilar, realizando
"epa, há um mês... já passou um mês... por esta altura na semana passada..."
Sinto que vivi e fiz tanto, já.
Mas nunca mais do que viverei e farei amanhã.
O que quero viver e fazer é tanto, ainda.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Time's got inside out

Time's gone inside out 
Time gets distorted with 
This intense gravity



Agora há tempo. 

Só que não há (grande) vontade. 





But, baby, you're an achiever.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Normal-not-normal

Hoje foi um dia que soube bem porque foi um dia em que (a) por breves momentos voltei ao passado; e, por vezes, voltar ao passado é sinónimo de uma maior apreciação do presente; e que (b) gostei de ter um dia normal.

Para quem me conhece sabe que sou anti-normal. (agora, a concepção de normal fica ao critério de cada um.)

Hoje, gostei do normal. Gostei do expectável. Gostei de voltar à rotina, aos movimentos mecanizados do dia-a-dia, à mente focada em coisas reais, quotidianas, comuns, e não somewhere else a pensar em questões demasiado abstractas para poderem ser suportadas de uma forma sã.

E hoje, para mim o normal foi positivo.

Hoje tenho um A-Side/B-Side especial. Duas recentes descobertas que me caíram maravilhosamente bem durante as actividades quotidianas (thank god, I missed it) deste fim de tarde.


A-Side:

   


 B-Side:

 


sábado, 7 de fevereiro de 2015

After_Chaos II

(a B-Side to Chaos)


Today is a celebration day again.

(Uma data que, coincidentemente ou não, marca aquele que é, espero, creio e desejo, o fim de um período mais conturbado e o regresso da calma)

Happy Birthday to my dear old man. :)

And I hope...

This is The Day when things fall into place.





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

(Almost) After-Chaos


A contagious beat to start over again. With a new smile and knowing  to value and appreciate what really matters in this life!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Chaos

Uma (ou 2!) semana infindável! Confusão! Prazos! Sem azo à preguiça! Sem lugar a planos! Riscos! Bocejos! Desejos! Correr! Voltar atrás! "Mas quando é que isto volta ao normal?"

Caos!!




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

contrasting II

Because today was a contrasting day.




There is not much more to say.

(mas depois da tempestade, vem sempre a bonança... mas a bonança vem noutro dia)


sábado, 24 de janeiro de 2015

celebrating

This is how we celebrate love.

First, we do this
[Quero a vida sempre assim, com você perto de mim, até o apagar da velha chama.]

Then, we do this


[Ele...]


Love comes from combining and matching. Completing. 


From the one who loves you.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Drifting through chaos.



There all sorts of chaos. People's chaos. Ideas' chaos. Feelings' chaos. 
 I just drift through. I just drift through...



Majestic!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Essencialmente...


Perspectivamos, ao longo da vida, o que fomos, o que somos, o que queremos ser, o que fizemos e o que pensamos fazer. Regemo-nos pelos ideais; os que, apesar de o serem, foram impostos e os nossos, os que polvilham a nossa existência.

Olhar o punhado de pessoas que trazemos ao longo da vida, vítima de nós, da sociedade e dele próprio...

E pára-se! Pois é necessário. Para pensar.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

contrasting.

This is how I feel music.

First, I do this:


 

And then I do this:



(sometimes) magic comes from contrasting.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Especificidades.

Escrevi este texto em 2013. Um ano que não foi bom. E eu questiono-me: não foi bom porque foi uma coincidência (ser 2013 e não ser bom, coincidiu)? acreditei que tinha sido mau por ser 2013? foi mau porque foi 2013? (o porquê de eu colocar estas questões apresenta-se abaixo).

Quero hoje partilhar este texto (mais abaixo) aqui porque hoje é dia 13. E eu, sem qualquer razão aparente ou pontinha de racionalidade que justifique, detesto o número 13 e tudo o que se lhe associe. Seja a terminação de um ano, o dia 13, o minuto 13 de cada hora, as 13h ou até, vou mais longe, a soma de uma data que dê em 13; ou duração de músicas (em minutos) cuja soma resulte em 13; ou matrículas de carros cuja soma dos elementos numéricos dê em 13 (fazer estas contas só porque sim, para o bem e para o mal, sempre exercita a mente). Provoca-me uma ansiedade inexplicável (e, reitero, completamente irracional...)

Louca? Obsessiva? ... Provavelmente. Ou então, muito somente, uma especificidade minha. (nem queiram saber das outras).

Mas hoje enfrento (não garantindo que ultrapasso - inicialmente tinha escrito "ultrapasso", mas sabemos que não é assim tão linear), enfim, hoje enfrento as minhas ansiedades irracionais e aqui estou eu, no dia 13, a escrever. (e relembrar-me a mim própria de coisas que escrevi).

"Esta precisão meticulosa. Da atenção excessiva aos fenómenos de causa-efeito. O que causou o quê, o que levou a quê, em torno do que gira o mundo, que interacções e relações em si contém. Exploro de forma intensiva e extensiva, em tudo o que me rodeia, me compõe e o que respiro, o que sou, o que faz com que seja quem e o que sou, o que leva ao que acontece e o desenrolar dos eventos, porquê? 

Creio sem qualquer dúvida em pequenas coisas, absurdas e sem o mínimo sentido, pela pura, impulsiva, diria mesmo instintiva necessidade de simplesmente poder compreender, saber, aprender, explicar, descrever e, em última análise, objectivo derradeiro, predizer. 

Assim, na minha busca constante pelo poder preditivo e intensa vontade de tudo poder controlar, crio energias em meu redor. Acabo por me auto-condicionar, com um sistema de crenças fortemente enraízadas, crenças que me dominam e, no fundo, identificam, como pano de fundo. 

Faço-o de um modo simultaneamente consciente e inconsciente, sei o que faço sem saber bem o porquê, sem entender realmente as minhas próprias motivações. 

E assim, perco-me, em mim mesma, como numa espiral, hora após hora, dia após dia, semana após semana, por momentos nem sinto que o tempo realmente passa, penso ao invés que o tempo é algo que simplesmente é. 

Acabo por ser eu apenas, na minha expressão mais pura, do que eu sou, sem rodeios."



A música? É só porque fez parte da minha vida numa altura específica de 2013.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Acaso

Às vezes sou tomado por uma ânsia de conhecer música nova (mesmo que esta seja de artistas já conhecidos por mim). Nessas alturas, corro fontes, leio reviews e acabo por escrutinar toda uma obra que ainda não constava destes meandros.

Outras, é uma feliz coincidência, como estar a jogar um jogo politicamente incorrecto (mas que, ao longo das suas edições, acaba sempre por trazer uma boa banda sonora) e dar com isto:




É certo que já os conhecia, mas só e apenas do último álbum. Certo é que a canção acima fez com que hoje tenha tido vontade de explorar o que havia para trás... Há dias porreiros! E estes gajos vão passar a ter mais plays no meu "iTunas".






quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

///////08012015

Cada pessoa é um mundo e, sempre que duas pessoas se encontram, são dois mundos que se cruzam, mil histórias e vivências diferentes, teias complexas de significados variados que se entrelaçam; cada encontro entre estes dois mundos é a criação de um (outro) novo mundo, sempre diferente o que faz com que, em última análise, e teoreticamente, é quase infinito o número de novos mundos que se podem criar.

Who am I
To make a judgement of
Your life
I'm
Only
Passing by
Passing by



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Êxtase

"Sobre a realidade. Sobre o sonho. Sobre a ilusão. É sobre superficialidade. É sobre profundidade. Sobre espiritualidade. Sobre o espírito. Sobre a alma. Sobre a minha alma. Sobre a nossa alma. Sobre o universo. Sobre libertação e sobre liberdade. É sobre o absurdo. Sobre o tudo e o nada" 

Ela...


 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

05012015

Conceber o frio, na presença de calor
Conceber a dor, na sua ausência
Conceber um qualquer estado mental ou de consciência, estando noutro
Conceber uma sensação, quando se sente outra

Conceber, enfim, uma realidade qualquer fora de mim mesma
Num ponto no espaço e no tempo
Diferente do que se está

É algo que se afigura inexequível, inviável, utópico, irreal
No universo das minhas capacidades mentais.

A-Side:


Reflecting on what's been
Though past will be future
When again yesterday to be made

B-Side:

(isto não é um poema)


domingo, 4 de janeiro de 2015

The Lunatics

And then the "somethings" happen differently from one's expected. 

Foi uma tarde antecipada, mas, inesperada. No meio… o como lembrar de sensações passadas, de ventos e cheiros, tremores (e torpores), e de como nos regulamos de forma diferente em cada estação…

And it's…




sábado, 3 de janeiro de 2015

May we be all the notes of this piano, may we live life with all its variations ans swings, may we dance around the living room with eyes closed and open arms, may we be all the notes of this piano.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A bulk of insanity

“Freedom is the freedom to say that two plus two make four. If that is granted, all else follows.” 1984, George Orwell

E é esta... a liberdade de poder sorrir e partilhar, sem amarras e restrições. Diz que a outra cara-metade (minha e deste blog) irá ter certamente a sua estreia mais fofa e "dreamy", mas este é, para já, o sentimento que nutre por aqui. :)